JUNHO 2010

 

 

Tobias Barthelmes – Locarno / Suiça


Por que viajar é tão importante em sua vida?


Minha maneira de viajar é de alguma forma similar às viagens nômades: Meus amigos começaram a me chamar de “nômade eterno”. Durante minhas viagens eu geralmente encontro pessoas autênticas com quem eu compartilho um momento fantástico. Descobrir suas vidas e pensamentos ajudam-me a ampliar minha visão do mundo. Cada imersão em outra cultura ajuda-me a livrar de idéias preconcebidas e é, portanto, uma nova experiência de liberdade para mim. Os melhores momentos são sem dúvida aqueles quando eu tenho um sentimento de sincera hospitalidade. As boas-vindas oferecidas por estranhos felicitam por deixar-me explorar suas vidas, sua cultura e algumas vezes, seus segredos também. E, claro, viajar é também extremamente propício para meus escritos. É uma maneira maravilhosa de receber minha inspiração, o que isto revela para mim e o que ela me diz para capturar através dos meus escritos. Eu provavelmente pertenço ao tipo de pessoa que viaja para contar histórias. Viajar, como escrever, é parte da minha natureza. Para mim esta é a única forma de viver plenamente a vida.

 


 

Eva Perez – Buenos Aires / Argentina


Como você explica a existência do Mal?


A fim de entender a razão da existência do Mal e aceitar sua realidade, nós devemos entender que a existência do Mal é a causa raiz da existência do Bem. Qualquer coisa que venha à existência deve ser equilibrada pelo seu oposto sem o qual não poderia ser concebível para nós. Assim, o Mal é um elemento necessário que fornece um equilíbrio com o Bem. A ausência do Mal eliminaria a existência de desejos e necessidades. Sem desejos, nós não teríamos nenhuma reivindicação. Sem reivindicações, nós não teríamos nenhuma troca. Sem troca não haveria evolução. Isto criaria um mundo no qual não poderia haver nenhum processo de purificação. Um mundo no qual a Bondade não faria nenhum sentido e onde a vida, provavelmente, poderia não fornecer nenhum interesse. A partir deste ponto de vista, entendemos que o Mal tem função dupla. Primeiramente, ele permite-nos desenvolver e aumentar nossos méritos. Em segundo lugar, a experiência do Mal pode nos ajudar a melhor entender o sofrimento dos outros e a surgir em nós a compaixão e o desejo de ajudá-los através do Bem.

 


 

Alaleh Saidi – Dubai / Emirados Árabes Unidos


Se o Mal é inerente à vida, podemos realmente eliminá-lo?


Eu respondi à seguinte questão porque ela está em sintonia com a anterior. O Mal que encontramos serve para nos aprimorar, “para purificar-nos.” Nós todos temos a capacidade de mudar e melhorar nossas vidas e a dos outros em volta de nós através de um comportamento exemplar. Há inúmeras maneiras de atingir tal objetivo, embora existam inúmeras outras para mencionar, um bom começo para todos nós seria analisar as coisas em que nos concentramos. Temos a tendência de enfatizar as coisas nas quais prestamos atenção. Se escolhermos concentrar no Mal, isto é, nas coisas negativas, em nossas limitações, nossas faltas ou na dos outros, então daremos importância ao Mal e fazemo-lo crescer um pouco mais por causa de nós. Este é exatamente o mesmo processo se concentrarmos no Bem, isto é, dizer coisas positivas sobre nossas capacidades, nossa força e a dos outros, então participaremos em seu desenvolvimento e a Bondade crescerá um pouco mais graças a nós.

 


 

Alejandra Saldanha – Cidade do México / México


O que você acha que é força vital para manter nossa força durante nosso desenvolvimento espiritual?


Eu posso mencionar muitas forças, mas desde que você perguntou-me qual delas parece ser a mais importante, mencionarei o entusiasmo. É uma força que nos protege da insatisfação que podemos sentir quando não conseguimos os resultados desejados imediatamente. Eu tenho descoberto que quando uma pessoa se obriga a um caminho genuíno de liberação, esta pessoa sente-se inspirada e acompanhada de um sentimento de entusiasmo que dá coragem, mas também a paciência necessária para ajudar a manter a disciplina necessária pela evolução espiritual.

 


 

José sequeira – Albufeira / Portugal


Por que você oferece seus e-books gratuitamente?


Minha carreira literária é uma reflexão sobre evolução pessoal. É uma maneira na qual eu cresço e construo a mim mesmo. Eu ofereço versões digitais dos meus manuscritos gratuitas para permitir que tantos leitores quanto possíveis, em todo o mundo, compartilhem esta aventura comigo. Minhas atividades não são necessariamente para tornar-me rico ou para adquirir uma reputação que alimente meu ego. Minha motivação é alimentada por um profundo e sincero senso de altruísmo. É através deste sentimento que eu aspiro à minha realização. O romance que estou escrevendo agora abrange precisamente este senso de altruísmo e o fato de que nosso potencial não pode ser completamente implantado sem generosidade. Se queremos desenvolver nossas capacidades intrínsecas, devemos primeiramente aprender a ser generosos e abandonar qualquer tipo de rivalidade e concorrência para trás. A generosidade nos ensina os benefícios trazidos por ter uma atitude de “Doação”, ao mostrar certo comportamento sem expectativas e a realização de ações sem esperança de resultados. Há liberdade maior?

 


 

Ioana Carp – Bucareste / Romênia


Alguns de seus personagens são anjos. Como você os percebe e quais o papel deles?


Os anjos que aparecem em minhas histórias mostram ao ser humano a maneira pela qual nós podemos fazer a experiência do amor puro. Estes anjos sabem que devido às nossas ilusões e nosso apego material, nos acostumamos a dar importância às coisas temporárias. Eles entendem que por esta razão nós somos constantemente influenciados e algumas vezes completamente dependentes de nossos desejos. E chegamos a ponto de não saber o que o amor puro significa. Desta forma, os anjos podem manifestar-se de diferentes maneiras para ajudar-nos a reconectar com o amor puro que existe em nós.

 


 

Lesley Nuno – Baltimore / Maryland


Como você explica o crescente interesse em espiritualidade?


Todos nós aspiramos à felicidade e estamos vendo cada vez mais que nosso sucesso profissional, nosso prestígio e nossa fama e riqueza material não são capazes de nos trazer felicidade a longo prazo. Com um questionamento cuidadoso sobre a questão do que pode nos fazer feliz, nós descobrimos ser desnecessário procurar a felicidade fora de nós mesmos. Este compreensão geralmente nos leva a uma busca espiritual genuína.